domingo, 20 de outubro de 2013

Jogos para alunos com deficiência intelectual

É possível perceber durante essa pesquisa, que não existem jogos específicos para alunos com deficiência intelectual, ou seja, são jogos e brincadeiras comuns aos demais alunos da sala, mas com uma sistemática e intervenções mais pontuais.
Assim escolhi dois jogos que considerei interessantes para contribuir com a ampliação de jogos e estratégias para utilizar em sala de aula ou sala de recursos multifuncionais.

CADA COR NO SEU LUGAR


Com seis caixas de fósforos vazias e durex colorido ou papel colorido. Pintar a frente de cada gavetinha de uma cor diferente. Selecionar botões das mesmas cores pintadas nas gavetas. Colocar o mesmo número de peças em cada gaveta. As peças são colocadas aleatoriamente na mesa e a criança tem que classificá-las pela cor e colocá-las na gaveta correspondente.
Dessa forma podemos desenvolver as habilidades de classificação, no caso das cores, de percepção visual e inclusive de agrupamentos caso o aluno utilize de outras estratégias para agrupar, por exemplo, materiais variados.
Mas para isso, o professor precisa primeiramente deixar o aluno pensar por si próprio para perceber suas hipóteses, depois, pode intervir questionando o porquê a caixinha está pintada, se existe outra forma de agrupar, se podemos colocar coloridos na mesma caixa, etc.




DOMINÓ DE RETALHOS

 Nylse Helena Silva Cunha: Criar para brincar



Utilizar pares de quadrados feitos com retalhos de tecidos lisos e estampados, com um botão num dos lados e uma casa no outro para abotoar as peças que têm as mesmas cores ou estampa.
Esconder as peças soltas em uma caixa para que cada participante, sem olhar tira duas peças. Se formarem par serão abotoadas, caso contrário, voltam para a caixa.
Pode-se também jogar como dominó.
Nessa atividade o professor pode trabalhar com vários objetivos, como coordenação motora, percepção e discriminação das cores e estampas, do igual e diferente, a lógica do procurar pelo par, a regra de esperar sua vez e ao errar devolver para procurar o certo.
Sendo assim, o professor pode questionar como o aluno pensa que se usarão aquelas peças, porque fechar o olho para pegar uma parte, se podemos abotoar partes diferentes, questionar as cores e suas estampas, se podemos mudar a regra do jogo e abotoar de outra forma.

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