O que seria desenvolver o trabalho do professor de
atendimento educacional especializado? Seria prepara-los para a escola? Para a
sociedade? Auxiliar o professor da sala comum? Pensar na proposta de incluir o
aluno com deficiência? Mas incluir aonde, ajudar como?
Pensar nessas questões nos faz refletir como não temos
respostas prontas, pois para pensar nessas respostas se faz necessário conhecer
o aluno que irá trabalhar, seu professor, escola, família, entre outros
aspectos tão importantes e individuais, que não podem ser definidos como uma
fórmula, ou uma única teoria.
Cada aluno possui tantas particularidades que precisamos
pensar e repensar, ver e rever cada um todos os dias. Às vezes dentro daquelas
quatro horas em sala de aula eles nos surpreendem de uma forma, que nos faz
revisar nossos próprios conceitos.
Quantas vezes pensamos que o aluno não responderá e de
repente um sorriso, um olhar, permite ao professor do AEE uma inspiração que o
contagia e incentiva a continuar seu trabalho.
Os demais professores e profissionais da escola, esperam do
professor do AEE todas as respostas, e o fato não é esse. Esse professor não
tem todas as respostas, mas tem o olhar de ver o todo, ou seja, vê o aluno com
sua deficiência sim, para compreende-la e verificar como pode ajudar no
desenvolvimento dele, mas principalmente procura nele suas potencialidades,
para a partir delas colocar esse aluno no seu devido lugar: “o de aluno”.
Sim, aluno como qualquer outro que tem dificuldades e
potencialidades. Essa seria talvez uma das maiores dificuldades, incluir esse
aluno como os demais. Atender suas particularidades sim, mas não trata-lo no
particular.

Nenhum comentário:
Postar um comentário